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Créditos:
* Finas Jóias *

Visto como atacante desengonçado por uns, encarado como bom cabeceador por outros. Somália mal se recuperou de dores na virilha e já desperta a curiosidade de todos no Fluminense de como vai comemorar o seu próximo gol. Dançando, lógico. Mas em quem ritmo?
- Gosto de dançar (mexe os braços por cima da cabeça). Só que no momento estou com mais saudade é de jogar. Vou pensar na comemoração apenas se eu entrar na partida contra o Botafogo. Não deu tempo de ensaiar nada - revela.

As experiências são constantes no “laboratório” de Cuca. O treinador vai testar a oitava formação de ataque do Fluminense, no clássico contra o Botafogo, desde que assumiu o comando do time, há sete rodadas.
Washington, suspenso, dará vez para Somália, que atuará ao lado de Ciel. Cuca testou Dodô (rescindiu o contrato) e Washington; Tartá e Washington; Everton Santos, Dodô e Washington; Everton Santos e Washington; Maicon e Washington; Everton Santos e Maicon; e Ciel e Washington.
O treinador diz ter muitas opções para o ataque e tenta achar o que melhor convém à forma de o Fluminense jogar neste Brasileiro.

Favorito para ocupar a vaga de Washington, que recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso, o atacante Somália está muito motivado com a possível oportunidade que terá diante do Botafogo neste domingo. O jogador garante que está bem preparado e se considera um vencedor.
- Se o treinador assim desejar e é ele quem manda. Vou dar meu máximo quando entrar, desde o início ou não. Sempre foi assim na minha vida inteira. Quando se precisa dos vencedores eles entram em ação. Me considero um vencedor e o Somalinha vai aparecer para resolver - avisou.
Para "Somalinha", o fato de não estar sendo tão aproveitado não o incomoda. O atacante tem a consciência de que voltou recentemente de uma grave lesão e espera sua chance com paciência.
- Deus é muito bom comigo. Sei do meu potencial, aguardo a chance e fico sempre esperando poder entrar. Fiquei muito tempo longe e não posso reclamar. O Fluminense me deu muita coisa e agora é a hora do troco. Se jogar, vou comparecer. Pode ter certeza. Desafios na minha vida sempre foram constantes. Este é mais um - disse.

Zagueiro alto, técnico, veloz, bom na saída de bola e ainda melhor no desarme. Este é Thiago Silva, ídolo da torcida do Fluminense, considerado por muitos críticos o melhor brasileiro em atividade e que completa nesta segunda-feira 24 anos. Em entrevista exclusiva ao LANCE!, o jogador acabou deixando escapar, entre tantos assuntos, o que nenhum tricolor gostaria de ouvir agora: o fim de sua história com a camisa do Fluminense está próximo.
Tricolor de coração, Thiago Silva, porém, sabe que todos vão entender uma possível ida para o futebol europeu, especificamente para a Internazionale (ITA). Afinal, o jogador cumpriu a promessa de ficar até dezembro deste ano. Para ele, não vai faltar emoção na sua última partida.
- Quando deixar o Fluminense vou ficar emocionado. Esse clube é importante demais para mim e sempre tive uma ótima relação com a torcida, mas acho que o meu tempo aqui já está chegando ao fim. Sei que os torcedores vão sentir a minha ausência, mas já estão se preparando para a minha saída. Afinal, cumpri a minha palavra e não deixei o clube do dia para a noite, como fez o Thiago Neves. Saio de cabeça erguida por ter ficado até o fim do contrato - disse.
Mas o zagueiro manteve a esperança de muitos torcedores acesa, pois não descartou a renovação de seu contrato com o Fluminense.
- Meu contrato está acabando, mas estou tranqüilo. Sempre deixei claro que o meu sonho é jogar na Europa e temos uma proposta concreta dessa vez. Mas ninguém sabe o que pode acontecer no futuro. Se continuar aqui no Fluminense também estarei feliz - informou.

Apesar da derrota de virada por 3 a 2 para o Coritiba e da fase ruim do time, Cuca garantiu que não pretende tirar o Fluminense do Rio de Janeiro. Para o técnico tricolor, a solução para sair da zona de rebaixamento é seguir trabalhando.
– Não fugiremos para outra cidade. Vamos treinar nas Laranjeiras e aceitar a pressão da torcida, que neste momento é natural. O que dá para fazer agora é levantar a bandeira do trabalho. Nós iremos mudar esta situação – disse, ainda confiante.